A importância (ou desimportância) do apoio na dieta

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Oi pessoal!

Hoje acordei bem ruinzinha da garganta e resolvi tirar um dia de “folga”. Seria uma oportunidade perfeita pra jacar: eu, TV e comida. Mas não foi assim. Comi de forma responsável e estou me sentindo melhor. Faz algumas semanas que não erro feio na dieta.

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Entre as pessoas que converso e os grupos de ajuda que participo, vejo relatos muito tristes de pessoas que se sentem muito mal com o excesso de peso, com auto estima baixa, que não conseguem encontrar motivação nem ânimo para mudar seu quadro, ou o dia-a-dia complicado as impede. Pior que isso, são os casos onde as pessoas ao redor não ajudam ou então fazem pouco caso, ou, pior ainda (se é que é possível), casos onde há bullying em relação ao peso entre as pessoas próximas.

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Fofa, em Junho de 2014

Felizmente não foi uma situação pela qual eu passei. As pessoas ao meu redor sempre foram muito gentis e delicadas em relação a isso, e, se alguém falou pelas minhas costas, eu não fiquei sabendo (e, sinceramente, não me importava saber). Eu tinha espelho e balança, e, além disso, muita consciência do meu peso e do quanto aquilo prejudicava minha saúde e bem-estar.

Quando começamos uma jornada pelo peso ideal, muitas vezes nos deparamos com metas que parecem impossíveis de serem alcançadas. Vejam vocês, no meu caso, o negócio era perder mais de 30 quilos!!! Mas, meu coração e minha intuição sabiam que não era impossível. Não tenho nenhum problema de saúde que me impede de emagrecer e meus ossos são saudáveis e perfeitos. Não havia nenhuma desculpa.

O incentivo dos outros é importante, LÓGICO que é. Mas a força interior é um milhão de vezes mais. Não podia colocar nas costas da minha família, ou dos meus amigos, a carga que eu estava levando. Não podia mudar a vida das pessoas em volta, nem fazê-las comprar uma briga que era MINHA. Claro que quem quisesse me acompanhar, seria muito bem-vindo, e tenho sorte de ter familía e amigos abençoados que nunca me desmotivaram ou foram más influências… mas a reforma tem que ser interna.

E, fazendo isso pelo caminho mais difícil, que é o da dieta + exercícios, a questão é ainda mais profunda, e muitas vezes requer uma mudança radical na vida. Recusar um doce, comer uma porção mínima de salgadinho, ir a academia 6 vezes por semana, isso só EU poderia fazer, mudando a MINHA vida.

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Quando ao bullying e comentários maldosos, infelizmente existem pessoas que não conseguem enxergar que isso machuca muito. Alguns fazem na inocência, alguns brincam e tiram sarro, mas mesmo uma brincadeira, dependendo da forma como é feita, fere por dentro e pode deixar cicatrizes irreparáveis. A sociedade, muitas vezes, vê os gordinhos de forma perjorativa, o que faz sentir que estar acima do peso é algo muito errado.

Eu não tenho vergonha da minha fase beeeem acima do peso, tanto que posto minhas fotos antigas sem nenhum problema. Eu era uma obesa feliz e amada, e apesar de alguns problemas de saúde, tinha níveis de colesterol, triglicérides e pressão excelentes. E nunca, em hipótese alguma, deixei de me amar, de me cuidar, de ser vaidosa… E isso me trouxe coisas boas, por exemplo, fui modelo para 3 marcas diferentes de Moda Plus Size, estas fotos são da campanha da Privilegius, em 2012:

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Essa segurança, esse amor próprio, foi o que me fez ter coragem pra assumir meu compromisso com meu corpo. Eu me amava gordinha, era fofa como um ursinho, mas teria mais qualidade de vida se perdesse todo aquele peso extra. E manter uma postura realista também foi fundamental. Eu não fiquei gordinha de um dia pro outro e não ia emagrecer da mesma forma. Vejam, essas fotos de modelo são de 2012, e eu nem estava no auge do peso ainda, calculo que ao todo passei 2 anos e uns quebrados, muuuiitoooo acima do peso.

Teve dias em que quis desistir? Não. Nem posso dizer isso, porque não aconteceu. Eu me convenci que tinha que mudar. Eu tive dias de fraqueza, até semanas, o peso oscilou, mas eu sabia que a mudança já havia ocorrido não apenas no corpo, mas onde ela realmente faz diferença: NA MENTE.

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Encontre sua força interior, saiba que você é capaz e que se ama tanto, que faria tudo por si mesmo! Outro dia li que devemos fazer por nós mesmos o que faríamos pelas pessoas que mais amamos. E é uma grande verdade. O que você faria pelos seus filhos? Pelos seus pais? Pelo seu parceiro (a)? Pelos seus verdadeiros amigos? Não seria pouco, não é? Você seria capaz de mover mundos por quem você ama, e por que não fazer isso pela pessoa mais importante: VOCÊ!

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