E quando bate a bad?

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Cada pessoa tem uma motivação diferente para se exercitar. Alguns querem emagrecer, outros querem ficar fortes, outros querem melhorar o condicionamento, outros a saúde. A minha motivação inicial, além dos (muitos) quilos que tinha que perder, é que eu estava desempregada e precisava preencher meu tempo livre com algo que me distraísse da tristeza recente da demissão e do fim de um relacionamento longo.

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Vocês que me acompanham aqui no blog, nesta nova fase, super animada, treinando todo dia, amando essa rotina, não têm nem idéia do perrengue que passei até me apaixonar pelas corridas e por esse estilo de vida. Fiquei num spa por 15 dias logo após o período difícil, e foi maravilhoso, melhorei, mas quando voltei me deparei com um medo enorme: E AGORA?

Não estou mais naquele lugar lindo, com todo aquele verde, com toda aquela atenção, com toda aquela programação de exercícios, com amigos o tempo todo disponíveis para eventuais desabafos (acreditem, entre os hóspedes rola tipo conversaterapia 24 horas por dia, é sensacional).

Fiz a matrícula na academia e conseguia ir, devagar… mas tinha dias em que o bicho pegava.

Era um desânimo quase paralisante, uma dorzinha lá no fundo da alma que dizia: “ahnnnn tá frio (era inverno, pra ajudar mais, né rsrs), trocar de roupa, ir fazer exercício… creeeedo… “, e, se algum leitor(a) se identificou eu dou um conselho que me ajudou muito:

TOME UM BANHO BEM QUENTE

Isso mesmo, UM BANHO BEM QUENTE.

Eu lembro que um dia tava tão frio e eu tão triste, que resolvi tomar um banho bem quentinho, mais quente que o habitual. Fiquei lá um bom tempo e saí tão confortável que na hora de colocar a roupa, coloquei a da academia e consegui ir treinar. Mas fiz isso antes sequer do cérebro pensar em colocar o pijama velho, antes de eu poder sequer pensar em outra alternativa. E comecei a fazer isso quase todos os dias.

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Eu não sou psicóloga, nem psiquiatra, e sei que cada um tem um jeito de lidar com sua dor. Lógico que em muitos casos, uma ajuda médica é necessária e muito bem-vinda, mas, se quiser tentar, eu digo que esta pequena dica, para mim, foi fundamental. Muito mais eficaz do que ficar debaixo das cobertas. Já mencionei aqui que cheguei a chorar fazendo caminhada, bicicleta (lógico q bem discretamente, né rsrs), mas quando saía da academia já estava me sentindo bem melhor. Ao menos a sensação de dever cumprido eu tinha, era minha e de mais ninguém.

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Essa foi minha primeira (de muitas, vocês sabem, rsrs) selfies “pré-treino”, em agosto de 2014. Depois de um banho quente, lá estava eu treinando.

Eu digo pra vocês que estão tristes: ISSO PASSA. E quando a motivação se torna maior que a tristeza, aí meu bem, ninguém te segura mais. Não se torna mais uma tortura, um suplício, mas sim parte da sua vida e da sua rotina, como fazer uma refeição, escovar os dentes, ver TV.

Ah, e hoje em dia não tenho mais a necessidade dos banhos bem quentes. Sabem por quê? Porque eu não parei!!! E você também, não pode parar! Mude sua vida, tome banhos bem quentinhos, coloque sua melhor roupa de academia (não vale trapo velho hein galera!), e se joga na endorfina, essa linda!!!

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