Asics São Paulo Half Marathon – Como foi?

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Oi pessoal!!!

Esse domingo eu corri 21k (Meia Maratona) na prova Asics São Paulo City Marathon. Já tinha ouvido falar das provas da Asics e só elogios: prova bem organizada, estruturada, percurso show… e lá fui eu pra terceira Meia Maratona deste ano e da minha vida.

Na sexta-feira fui pegar o kit no Transamérica Expo Center. Montaram uma exposição de verdade no lugar! Não foi apenas uma entrega de kits, foi um evento bem planejado, com entrega de kits MUITO rápida, e atendentes muito gentis. Cheguei e estava rolando um bate papo sobre a prova, aproveitei que a entrega foi rápida pra assistir um pouquinho:

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E gostei! Eles falaram sobre o percurso e deram algumas dicas que vou mencionar depois no post, valeu muito a pena prestar atenção nos veteranos de maratonas, os caras são verdadeiras feras. Haviam vários stands, inclusive da própria Asics e muita gente consumindo (kd crise, gente????). Eu só comprei uma pulseirinha escrito love (coraçãozinho) run, coisa mais linda da vida!!! Kkkkk! Falei sobre ela no meu Snapchat (me adiciona? marilia,lib). E também haviam muitos painéis legais pra fotos, food trucks, uma estrutura bem bacana.

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O kit que eu postei no sábado é o padrão da Iguana Sports (que foi a organizadora). Apesar de não ser tipo “cesta básica”, as camisetas e bolsas são de boa qualidade (o que é muuuito importante), e os produtinhos da Dorflex são sempre muito bem-vindos. Os cupons de desconto eu nunca dou muita bola, mas esses tinham algumas coisas interessantes. Ah sim, no descritivo da prova vinha uma viseira, mas o que entregaram foi um boné. Nada de mal, acho que até muitos preferem o bonézinho, mas eu não curto… Sou meio cabeçuda e a viseira fica mais certinha.

Pois bem, encerrei os treinos na quinta-feira pra não ficar cansada, e sábado fiz uma dieta bem leve, mas com muuuuitos carboidratos para estocar energia pros 21k de domingo. No sábado à noite que comecei a desandar. Comecei a sentir um leve incômodo na garganta (alô gripe) e não consegui dormir nem por 2 horas. E começou a preparação:

  • Tomei 3 xícaras de café pra acordar e cafeína dá um gás extra também, rsrs.
  • Comi 2 tapiocas, uma salgada e outra doce.
  • Enchi uma garrafinha com água e maltodextrina e bebi 30 minutos antes da prova. Como entre o café da manhã e o final da prova em si há uma distância boa de tempo, às vezes me sinto fraca e tenho medo de passar mal.
  • Chegando na Praça Charles Miller por volta das 05:30 da manhã (estava escuro ainda) vi a diferença entre essa corrida e todas as outras. Ali, apenas meio-maratonistas e maratonistas e essa galera treina pra valer. Muuuuita gente aquecendo, alongando, o povo não tá pra brincadeira!!!

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Minhas considerações sobre a prova:

  • Os guarda-volumes eram em ônibus pois a largada e a chegada seriam em locais diferentes. Nesse ponto a organização pecou. Minha fila estava ENORME, ao ponto de eu demorar pra encontrar o fim dela, inúmeras voltas, acredito que fiquei ali uns 20 minutos pelo menos. Minhas amigas tiveram o mesmo problema. Poucas pessoas atendendo e muita, mas muita confusão.
  • Largamos beeem depois da largada oficial, o que tira um pouco do “glamour” e da adrenalina iniciais. O lado bom é que não foi muvucado, rsrs.
  • O percurso foi sensacional. Iniciando no Pacaembu e terminando no Jockey, passando pelo Minhocão (um clássico das corridas, rsrs), pelo centro da cidade, subida da Brigadeiro (e eu achando que só tinha na São Silvestre, hein), atravessar a Paulista, descida da Brigadeiro (melhor ponto da prova, que delícia essa descida), Ibirapuera, Juscelino, até chegar no Jockey. Pra quem ama São Paulo como eu, foi um percurso lindo e emocionante.
  • Muuuitos pontos de hidratação conforme prometido. Só duas falhas: como largamos depois, o primeiro ponto de isotônico, num ponto muito crítico da prova (acho que por volta do km 6 ou 7), não tinha mais NADA, tive que usar o meu gel de carboidrato no 9 pra repor. E o gel de carboidrato também faltou, não recebemos nenhum, ainda bem que levei os meus.
  • Banheiros químicos bem distribuidos, ponto pra eles! Mas olha como é nosso psicológico, fiquei tão segura que não precisei usar nenhuma vez, rsrs.
  • Tinham algumas atrações pelo percurso: trovadores urbanos, DJ, grupo folclórico, o que anima e distrai a gente, por mais que eu fique ouvindo meu som no último volume, sempre gosto e aplaudo esses mimos.
  • Não sei se meu GPS tava errado, mas aqui a distância deu 22km  e um pouquinho correndo e vi em algumas postagens nos grupos de corrida a mesma coisa.
  • A chegada foi tranquila, deram uma toalha de rosto bem gostosinha, água, isotônico, um lanchinho e uma banana.
  • Em linhas gerais, tirando o problema do guarda volumes e do primeiro isotônico e do gel de carbo, essa prova foi excelente. Vale o valor que se paga por ela. (em média 150 reais)

Sobre o meu desempenho:

  • Valeu MUITO a pena ter perdido os quilinhos que perdi. Faz toda a diferença na agilidade, na velocidade… fiz essa prova em 2h44min, quase 10 minutos a menos do que a Girls on the Route, a Meia que corri em Maio.

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  • O fortalecimento do core que venho fazendo faz algum tempo também foi muito importante. Minha postura ficou melhor e facilitou muito. Aqueles segundos de prancha quase todos os dias fazem muita diferença!
  • O percurso foi nível HARDÃO no que diz respeito a subidas e descidas: foram MUITAS. Isso judia das pernas e coxas dos corredores, e vi muita gente parando porque sentiu dores, cãimbras (estava frio, ainda por cima). Eu senti muuuito desconforto nas panturrilhas (semi-cãimbras, rsrs), e meu quadril so-freu. Cheguei a quase chorar achando que não ia conseguir terminar a prova. Mas nesse mesmo momento pedi a Deus pra me ajudar e a energia das pessoas que eu amo. Juro, a dor parou na hora.
  • Chorei de emoção na entrada do último túnel. Lembrei dos meus pais, do meu irmão, do meu namorado e de todos meus amigos torcendo por mim. Nunca obrigo ninguém a ir comigo porque acho mancada acordar tão cedo, mas sinto a força de todos comigo desde a primeira prova. Isso faz tanta diferença.
  • Na palestra que vi, um rapaz falou sobre dividir a prova em 3 partes. Dividi a primeira parte até o km 6, a segunda até o km 15 e a terceira até o final. Obviamente a segunda foi a pior e a mais sofrida, mas essa divisão ajudou meu emocional a não sofrer tanto.
  • O que falaram na palestra foi também sobre a maratona e a meia serem mais “mentais” do que físicas. Corri meio tensa boa parte do percurso, querendo bater tempo, mas uma hora não rolou velocidade de jeito nenhum e dei uma relaxada. Bati o tempo mesmo assim.
  • Me senti meio “novata” em meio a tantos corredores experientes. Fiquei meio intimidada e com medo de ficar em último lugar, rsrs. Prova de gente grande essa aí, viu.
  • O tempo estava excelente. Por volta de 17 graus quando olhei no termômetro da rua. Nubladinho, sem sofrer com o sol… mas em determinado momento, senti frio nas pernas, kkk.
  • Cruzei a linha de chegada correndo e parei inteirona. Não passei mal, não vomitei, fui numa boa. Na hora que sentei é que veio o terror. A parte lateral das coxas estava doendo DEMAIS. Muita subida e descida é o nome do motivo. Bora treinar mais corrida nessas condições.
  • Essa prova foi meu melhor desempenho e também a mais difícil em termos técnicos. É nessas dificuldades que a gente vê onde tem que melhorar e aprimorar o treino.
  • Ganhei a medalha merecida, e tive que ficar uns 40 minutos sentada no Jockey pra ter coragem de ir embora, hahaha.

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Foi uma boa prova, que marcou muito e certamente vou lembrar pelo resto da vida. Passei o resto do dia deitada e hoje curti a chegada da gripe anunciada no sábado… rsrs… ainda bem que não veio ontem.

Agosto começou e esse mês tenho a Night Run e a Lotus pra correr. Corridas suaves, nada de Meia por um tempo, rsrs. Amo essa vida de corredora amadora e o que passo nas corridas fica marcado dias e dias na minha mente e me faz ter forças para ir atrás dos meus sonhos. De uma ex obesa sedentária a meia maratonista, do que eu não sou capaz nessa vida?

E convido você que está lendo a se desafiar. Não digo apenas em corridas, mas em algum objetivo pessoal mesmo. Não diga “nunca vou conseguir”, “é muito difícil”, “não tenho incentivo”, “começo amanhã”, troque essas desculpas por disciplina, seja um verdadeiro general de si mesmo e se comprometa com isso. Eu acordei 3:30 de um domingo, dormi pouco, mas sabe o que eu penso? Esse sofrimentozinho de acordar cedo e sair no frio compensa mais do que ficar em casa me arrependendo de não ter ido, de não ter me comprometido!!!

Comece hoje e espero que você, assim como eu, não pare mais! Já tenho 2 anos de vida saudável e quero muito mais!!! Não pode parar!!!

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